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Autor Tópico: Quatro anos de greve e zero navios levam a despedimento coletivo  (Lida 582 vezes)

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Offline Nelito

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Pessoal de manutenção e administrativos também serão afetados pela reestruturação. Prejuízos já ultrapassam dez milhões

Depois de falhada mais uma ronda de negociações com os estivadores, e com a atividade "reduzida a zero" no último mês, os operadores do Porto de Lisboa decidiram avançar com um despedimento coletivo, que não vai afetar apenas estivadores, mas vários trabalhadores do porto.

O Sindicato dos Estivadores, Trabalhadores do Tráfego e Conferentes Marítimos do Centro e Sul de Portugal (SETC) avançou com nova greve a 20 de abril e pretendem mantê-la até dia 16 de junho, dia para o qual está marcada uma manifestação contra "a precariedade" e os "salários de miséria". Desde então, têm sido várias as tentativas de negociação, mesmo da parte do governo, que nomeou uma comissão para mediar estas conversações. Ana Paula Vitorino, ministra do Mar, demonstrou mesmo "surpresa" com o desfecho das últimas negociações.

O ponto de rutura aconteceu na sexta-feira passada, quando os operadores apresentaram uma proposta relativa à Porlis, um dos pontos cruciais, e os estivadores não a aceitaram. A Porlis é uma empresa do grupo Mota-Engil que opera no Porto de Lisboa. O problema, explica Morais Rocha, presidente da Associação de Operadores do Porto de Lisboa (AOPL), é que os trabalhadores desta empresa não são filiados no SETC. "O que este sindicato quer é acabar com a Porlis e isso não é aceitável", diz o responsável ao DN/Dinheiro Vivo. Ainda assim, sublinha, houve alguma abertura por parte dos operadores. A proposta "era simples": se o SETC prescindisse de uma outra reivindicação, a das progressões automáticas na carreira de três em três anos, os operadores aceitariam "encontrar qualquer solução, nos termos da lei, para resolver o problema da Porlis". O DN/Dinheiro Vivo tentou contactar o sindicato para saber porque recusou a proposta, mas não obteve resposta.

No fim, os operadores decidiram pelo despedimento coletivo, pressionados pelos "quatro anos de greve, pelo decréscimo de atividade, o descrédito do Porto de Lisboa junto dos clientes e o facto de, no último mês, o porto estar com atividade zero", justifica Morais Rocha. No ano passado, a atividade tinha caído 50% em relação a 2012; neste mês, o porto "não teve um único navio".

Ainda não se sabe quantos serão abrangidos pela reestruturação. Certo é que não serão apenas os 320 estivadores. "As empresas também têm pessoal de manutenção, de serviços administrativos, etc., e têm de ser redimensionadas no seu todo", refere Morais Rocha.

O Porto de Lisboa conta com sete operadores, incluindo a Liscont, que Morais Rocha preside. Cada dia de greve dos estivadores custa 300 mil euros em receitas perdidas. Contas feitas, os prejuízos causados por esta última greve já ascendem a 10,2 milhões de euros. Se a paralisação for prolongada até dia 16 de junho, este valor deverá subir para 17,4 milhões.

"Rutura de stock" na Madeira

O impacto da greve não se sente só em Lisboa. Na Madeira, adianta Isabel Catarina Rodrigues, diretora regional da Economia e Transportes, já há rutura de stocks. "A greve está a ter consequências relevantes e prejuízos consideráveis para a região", diz. Concretamente, há "incerteza na chegada das mercadorias", chegam "produtos perecíveis já deteriorados ou com prazos de validade ultrapassados", há "rutura de stocks, principalmente nos produtos refrigerados, nomeadamente carne de bovino, suíno, caprino, ovino, pato, queijos, manteigas e iogurtes" e a hotelaria e restauração têm "dificuldades em satisfazer as encomendas".
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