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Autor Tópico: Greve dos estivadores já causou prejuízo de 6,9 milhões ao porto de Lisboa  (Lida 560 vezes)

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Offline Nelito

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Falta de acordo sobre progressão na carreira e gestão da atividade portuária levou estivadores a prolongarem novamente a greve, que já se arrasta desde abril. Porto de Lisboa mantém-se em serviços mínimos até 16 de junho

Desde que foi iniciada, a 20 de abril, a greve dos estivadores já terá causado um prejuízo de 6,9 milhões de euros ao porto de Lisboa. São esses os cálculos da Associação dos Operadores do Porto de Lisboa (AOPL), que, num pedido indemnizatório que entregou ao Tribunal do Trabalho, e a que o Público teve acesso, indica que cada dia de greve resulta numa perda de 300 mil euros em receitas. A prolongar-se até 16 de junho, como pretendem os estivadores, os prejuízos para o porto de Lisboa serão de 17,4 milhões.

O Sindicato dos Estivadores decidiu prolongar, mais uma vez, uma greve que se arrasta desde abril, depois de terem falhado as negociações com a administração do Porto de Lisboa. Em causa, a progressão na carreira e a organização da atividade portuária.

"Não foi possível obter um acordo entre as partes quanto à forma de progressão na carreira (se baseada no mérito ou efetuada de forma automática) nem sobre a organização e o planeamento da atividade portuária (se feita por trabalhadores portuários ou pelos responsáveis pela gestão portuária)", esclareceu a ministra do Mar, Ana Paula Vitorino.

Para António Marino, presidente do sindicato, as empresas do porto de Lisboa querem "um modelo de trabalho desregulamentado que vai levar ao despedimento coletivo dos estivadores". Em declarações à Lusa, o sindicalista sublinha que os estivadores "não podem pactuar com tal" e, por isso, "mantêm as formas de luta".

O porto de Lisboa vai, assim, manter-se em serviços mínimos até 16 de junho, situação que está a preocupar empresas exportadoras, associações e regiões autónomas. Isto depois de em 2012 e 2013 os estivadores já terem feito greves de seis e três meses, respetivamente, que, diz a AOPL, provocaram quedas superiores a 40% no tráfego de cargas marítimas em Lisboa, além de "nefastas repercussões que ainda perduram na atividade do porto". A greve de 2013 "levou as empresas de trabalho portuário a uma situação económica e financeira de tal modo degradada que houve necessidade de reduzir o emprego".

Para as empresas exportadoras, o impacto não se faz tanto sentir ao nível da falta de produtos, mas do agravamento dos custos. "Os produtores têm de ir buscar matéria--prima, principalmente a Espanha, e trazê-la por via rodoviária. Isso implicou o aumento do custo da soja, um dos elementos fundamentais para a alimentação animal, de 15%", reconhece Pedro Queiroz, da Federação das Indústrias Portuguesas Agroalimentares.

A Portucel, terceira maior exportadora de Portugal, com vendas para 130 países, foi também obrigada a procurar alternativas devido à nos portos da Figueira da Foz e de Setúbal. "Tudo o que é greve de estivadores afeta profundamente as operações logísticas da Portucel. Recorrer à rodovia sai mais caro e, se a empresa não quiser penalizar os prazos, os custos serão ainda maiores", refere um analista. "Cada dia que passa tem um custo, porque obriga a reequacionar operações logísticas", acrescenta.

Outro dos efeitos é a quebra de confiança dos clientes. António Belmar da Costa, presidente da Associação dos Agentes de Navegação de Portugal (AGEPOR), que tem sido um dos grandes críticos da greve dos estivadores, aponta ao DN/Dinheiro Vivo que "o porto de Lisboa já não tem nenhum navio, saíram todos". Esta, diz, é uma situação que será muito complicada de reverter, uma vez que "vai ser muito difícil recuperar a confiança".

Também os arquipélagos da Madeira e dos Açores alertam para o impacto da paralisação. "O prolongamento de uma greve deste tipo é sempre mau para a Região Autónoma da Madeira, assim como é para a Região Autónoma dos Açores, porque nós dependemos desta acessibilidade", disse ontem Eduardo Jesus, secretário Regional da Economia, Turismo e Cultura do governo da Madeira. "Apesar de estarem garantidos dois dos três navios [no âmbito dos serviços mínimos], a verdade é que há constrangimentos não só para os armadores mas também para os transitários."
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