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Autor Tópico: Primeiro-ministro húngaro acusa UE e NATO de serem a favor da guerra  (Lida 354 vezes)

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Offline Nelito

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O primeiro-ministro ultra-nacionalista húngaro, Viktor Orbán, acusou a União Europeia (UE) e a NATO de serem a favor da guerra na Ucrânia e defendeu que a paz deve ser negociada entre Moscovo e Washington.

Num discurso diante de apoiantes em Budapeste, Orbán admitiu que o seu Governo, com a sua posição próxima do Kremlin, não enfrenta tempo fácil no seio da UE e da Aliança Atlântica, da qual a Hungria é membro.

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Orbán acredita que a guerra na Ucrânia, que começou quase há um ano, se vai arrastar por vários anos e assinalou que a Europa envolveu-se "indiretamente" no conflito, enviando armas, ajuda e dinheiro para Kiev.



"A Hungria deve evitar envolver-se na guerra. Isso não é fácil como membro da NATO e da UE, porque todos estão do lado da guerra exceto nós", disse o chefe do Governo no seu tradicional discurso de "Avaliação do Ano".

Embora reconheça que a Ucrânia luta pela sua soberania, Orbán reiterou que o seu país continuará a não entregar armas à Ucrânia e manifestou a sua convicção de que a paz só pode ser alcançada através de negociações diretas entre Moscovo e Washington, mas "não entre a Ucrânia e a Rússia".


Orbán rejeitou também que haja qualquer risco de a Rússia atacar diretamente a NATO, justificando que a guerra demonstrou que Moscovo não tem o poder militar para o fazer.

O Governo de Orbán é considerado o melhor aliado de Moscovo na UE, ao criticar sempre as sanções impostas pela UE à Rússia pela sua invasão da Ucrânia, apesar de a Hungria ter até agora aderido a todas as sanções como país membro da UE.


O primeiro-ministro húngaro esclareceu na sua intervenção deeste sábado que o seu país manterá relações económicas com a Rússia e aconselhou o resto da UE a seguir o exemplo, ao mesmo tempo que culpou as sanções pelo aumento da inflação, especialmente no setor da energia.

A taxa de inflação da Hungria no mês passado excedeu 25%, o valor mais alto da UE.


A ofensiva militar russa no território ucraniano, lançada a 24 de fevereiro do ano passado, mergulhou a Europa naquela que é considerada a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Um ano depois, sabe-se que a guerra contra a Ucrânia gerou mais de 14 milhões de deslocados: oito milhões fugiram para países vizinhos e 6,5 milhões permaneceram em território ucraniano, mas fora do local habitual de residência, segundo dados da ONU. Mas ninguém sabe ao certo quantas pessoas morreram.
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