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Adeus a Artur Correia: o comando ruço da direita recuada
Cantinho Satkeys
JP
:
Pessoal
26 de Junho de 2026, 05:05
cereal killa
:
e continuaçao bom sao joao
24 de Junho de 2026, 12:16
JP
:
Pessoal
24 de Junho de 2026, 04:05
FELISCUNHA
:
e bom São João
23 de Junho de 2026, 10:55
j.s.
:
a todos
20 de Junho de 2026, 15:51
FELISCUNHA
:
e bom fim de semana
20 de Junho de 2026, 11:31
JP
:
Pessoal
19 de Junho de 2026, 04:41
romi
:
Beleza
19 de Junho de 2026, 04:28
cereal killa
:
pessoal
18 de Junho de 2026, 23:28
JP
:
Pessoal
18 de Junho de 2026, 19:48
joaozinho_bosco
:
boas tardes.......há quanto tempo
18 de Junho de 2026, 14:35
j.s.
:
a todos
16 de Junho de 2026, 18:24
JP
:
Pessoal
16 de Junho de 2026, 05:44
j.s.
:
bom fim de semana
13 de Junho de 2026, 11:23
j.s.
:
a todos
13 de Junho de 2026, 11:23
JP
:
A Todos
12 de Junho de 2026, 05:28
JP
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Pessoal
10 de Junho de 2026, 03:47
j.s.
:
passem por aqui
[link]
09 de Junho de 2026, 20:57
j.s.
:
um anonimo contribuiu com €10,00
09 de Junho de 2026, 20:56
j.s.
:
a todos
09 de Junho de 2026, 20:56
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Tópico: Adeus a Artur Correia: o comando ruço da direita recuada (Lida 1082 vezes)
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henrike
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Adeus a Artur Correia: o comando ruço da direita recuada
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em:
25 de Julho de 2016, 12:25 »
Perfil de um jogador que fica para a história do futebol português
O estilo era empolgante, vigoroso e emotivo; parecia impulsionado por um fôlego sobrenatural que o levava a correr, acima e abaixo pelo flanco, durante hora e meia, sempre com a mesma intensidade; era contundente sobre os adversários mas tinha sentido posicional e tempo de entrada aos lances. Artur foi o comando ruço da direita recuada das equipas que representou mas foi, também, um futebolista da cabeça aos pés. Mesmo quando exagerava nos ímpetos e parecia desviar-se da estrada, falava mais alto a alma de jogador inteiro para retomar o caminho mais adequado. Artur era um defesa indomável perante os extremos contrários. Não só os travava como era capaz de obrigá-los a correr atrás dele para evitarem desequilíbrios no lado oposto do campo. Protagonista de uma história iniciada em miúdo como ponta-de-lança temível, combateu até poder o recuo que foi obrigado a fazer; mas, quando percebeu que o futuro passava pela parte de trás do palco, resignou-se e assumiu o desígnio de dignificar uma função nem sempre respeitada. Pelo que representa para o futebol português, será sempre reconhecido como Ruço e fará parte da família a que, afinal, sempre soube pertencer: a dos verdadeiros jogadores de futebol.
Benfica
Foi Guilherme Espírito Santo, então dirigente benfiquista, e Ângelo Martins, responsável técnico do departamento de futebol juvenil, que promoveram e concluíram a transferência do Futebol Benfica para a Luz. Em 1967/68 foi campeão nacional de juniores, ao lado de Humberto Coelho, Vítor Martins e Nené. O desejo de tirar o curso de medicina levou-o até Coimbra. Representou a Académica em três épocas (a primeira nas reservas), ao fim das quais percebeu que tinha de optar entre estudos e futebol. Escolheu a bola e, em 1971, regressou ao Benfica, clube do qual é sócio desde um ano de idade e onde permaneceu até 1977.
Sporting
Em 1976/77 foi vítima de uma pleurisia, que o afastou dos relvados durante meses. Estava em fim de contrato e iniciou fragilizado as negociações para a renovação. O processo foi longo, com propostas e contrapropostas sucessivas – começou a duvidar se o clube queria mantê-lo no plantel. Farto de esperar estabeleceu o dia 10 de junho como data limite para ouvir a última palavra do Benfica. Não recebeu resposta. Nessa data estava em digressão pela Europa e, no dia 11, jogou em Paris com o Sporting, travando duelo espectacular com Salif Keita. Sentiu-se desobrigado de mais conversas com os encarnados e, com o coração destroçado, aceitou a proposta do presidente João Rocha para representar o Sporting.
Acidente
Em Alvalade foi um profissional intocável, prolongando o estatuto de defesa-direito da Seleção na década de 70 – titular absoluto na Minicopa em 1972, prolongou a carreira na equipa nacional até 1979. Nessa altura acumulou a presença no Sporting com alguns meses a jogar nos Estados Unidos, ao serviço dos New England Tea Men. A 24 de setembro de 1980 sofreu um acidente cardiovascular que o levou para os cuidados intensivos do hospital da Cruz Vermelha. Travou dura batalha pela vida e, ao cabo de várias semanas de luta, ficou livre de perigo. O clube americano responsabilizou- se pelas despesas e ofereceu uma das melhores clínicas americanas para recuperar. A 3 de junho de 1981 foi alvo de homenagem nacional, culminada com um jogo entre Sporting e Benfica, na qual recebeu o calor de quem jamais o esquecerá: os adeptos do futebol.
Há pouco mais de um ano, foi-lhe amputada a perna esquerda. Partiu hoje, na sequência de um AVC que o deixou em coma na última semana.
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