* Cantinho Satkeys

Refresh History
  • JP: dgtgtr Pessoal  4tj97u<z 2dgh8i k7y8j0
    27 de Julho de 2026, 19:40
  • j.s.: tenham um excelente domingo  yu7gh8 yu7gh8
    26 de Julho de 2026, 11:29
  • j.s.: ghyt74 a todos  49E09B4F 49E09B4F
    26 de Julho de 2026, 11:28
  • FELISCUNHA: ghyt74  e bom fim de semana  4tj97u<z
    25 de Julho de 2026, 11:29
  • JP: try65hytr Pessoal  4tj97u<z 2dgh8i k7y8j0 classic
    24 de Julho de 2026, 04:53
  • j.s.: try65hytr a todos  49E09B4F
    22 de Julho de 2026, 21:03
  • JP: try65hytr Pessoal  4tj97u<z 2dgh8i k7y8j0 yu7gh8
    21 de Julho de 2026, 03:46
  • momo2free: dorcal
    19 de Julho de 2026, 18:10
  • FELISCUNHA: Votos de um santo domingo para todo o auditório  k8h9m
    19 de Julho de 2026, 10:44
  • JP: try65hytr Pessoal  4tj97u<z  2dgh8i k7y8j0
    14 de Julho de 2026, 05:28
  • j.s.: ghyt74 a todos
    13 de Julho de 2026, 08:29
  • cereal killa: try65hytr pessoal  r4v8p 4tj97u<z
    08 de Julho de 2026, 22:21
  • JP: dgtgtr Pessoal 4tj97u<z 2dgh8i k7y8j0 r4v8p
    07 de Julho de 2026, 18:29
  • j.s.: tenham um bom domingo  4tj97u<z
    05 de Julho de 2026, 09:39
  • j.s.: ghyt74 a todos  49E09B4F
    05 de Julho de 2026, 09:38
  • JP: try65hytr Pessoal  4tj97u<z 2dgh8i k7y8j0 r4v8p xe4s
    03 de Julho de 2026, 04:43
  • cereal killa: try65hytr pessoal,esta calor do karago  r4v8p 43e5r6
    01 de Julho de 2026, 22:01
  • j.s.: try65hytr a todos  49E09B4F
    30 de Junho de 2026, 21:02
  • JP: try65hytr Pessoal  4tj97u<z  2dgh8i k7y8j0 r4v8p
    30 de Junho de 2026, 05:31
  • JP: try65hytr Pessoal  4tj97u<z 2dgh8i k7y8j0 classic
    26 de Junho de 2026, 05:05

Autor Tópico: Brasil é o segundo país onde morrem mais jovens  (Lida 849 vezes)

0 Membros e 1 Visitante estão a ver este tópico.

Offline Nelito

  • Membro Satkeys
  • *
  • Mensagens: 19104
  • Karma: +2/-1
  • Sexo: Masculino
  • PORTA-TE MAL MAS COM ESTILO
Brasil é o segundo país onde morrem mais jovens
« em: 27 de Outubro de 2018, 07:39 »

Eltânia André, Marcelo Moutinho e Marta Barbosa Stephens são três dos autores de "Perdidas - Histórias para crianças que não têm vez", um livro que relata as mortes trágicas de menores silenciados por balas perdidas no Brasil.

A violência e a insegurança, argumentos que mais influenciam o voto nas presidenciais brasileiras deste domingo, foram o mote para uma conversa com estes escritores, naturais do segundo país do Mundo onde, calcula a Unicef, há mais homicídios de adolescentes, sobretudo negros.

"Não vamos reduzir a criminalidade enquanto perdurar o abismo social que construímos ao longo da história", afirma Marcelo Moutinho. Escritor e jornalista, considera ainda fundamental debater a possibilidade de legalizar as drogas e atacar a corrupção nas polícias e no Estado.

"Na guerra travada atualmente morrem criminosos, policiais e cidadãos sem ligação com o crime, quase sempre jovens, negros e pobres. Está claro que a estratégia não funcionou. Talvez seja a hora de trocar a lógica do conflito permanente pela inteligência."

Para Marcelo Moutinho, as milícias também contribuem para o clima de violência no Brasil, sobretudo no Rio de Janeiro. "Temos, hoje, verdadeiros estados paralelos, dominando áreas imensas, com leis próprias, comando autoritário sobre a comunidade e economia garantida pela alta demanda por drogas".

Apartheid entre classes

Antes de se mudar para Portugal, há dois anos, Eltânia André vivia em S. Paulo, onde assistiu ao crescimento gradual da criminalidade. "A violência criou um apartheid entre classes, crescimento das cidades sem planeamento, submissão à mentalidade escravocrata, acesso clandestino às armas, descrença no Estado e na Justiça", garante a escritora e psicóloga.

"Outro ponto agravante é a crença no discurso salvacionista, pseudomoralista e aterrador que vem sendo disseminado, de que é preciso matar para combater a violência", denuncia Eltânia André. "Bandido morto é bandido bom, segundo essa lógica perversa que tentam impingir à consciência nacional. Agora, o que define o alvo: o lugar onde moram, a pobreza, a miséria, o desespero?"

Melhoria do ensino, educação e cultura para todos, salário justo para professores, potencialização do Sistema Único de Saúde, criação de oportunidades de emprego, e redução da ineficiência da segurança pública são medidas que a psicóloga considera essenciais para combater a criminalidade, através de "políticas efetivas e continuadas", independentemente do partido no governe.

"As Unidades de Polícia Pacificadora não pacificaram as favelas do Rio de Janeiro, dominadas pelo tráfico, e o exército nas ruas do Rio de Janeiro não reduziu os níveis de violência. As mortes continuam alimentando gráficos", denuncia Eltânia André, que foi ela própria vítima de "um sequestro relâmpago bem traumático".

A viver em Inglaterra há quatro anos, Marta Barbosa Stephens acredita que o problema da violência no Brasil se explica "pela desigualdade social, pelo total abandono da educação pública, pela corrupção em absolutamente todas as esferas da sociedade e a impunidade que isso gera".

PORTA-TE MAL MAS COM ESTILO