* Cantinho Satkeys

Refresh History
  • FELISCUNHA: ghyt74  pessoal  4tj97u<z
    26 de Janeiro de 2026, 11:00
  • espioca: avast vpn
    26 de Janeiro de 2026, 06:27
  • j.s.: dgtgtr  todos  49E09B4F
    25 de Janeiro de 2026, 15:36
  • Radio TugaNet: Bom Dia Gente Boa
    25 de Janeiro de 2026, 10:18
  • FELISCUNHA: dgtgtr   49E09B4F  e bom fim de semana  4tj97u<z
    24 de Janeiro de 2026, 12:15
  • Cocanate: J]a esta no Forun
    24 de Janeiro de 2026, 01:54
  • Cocanate: Eu tenho
    24 de Janeiro de 2026, 01:46
  • Cocanate: boas minha gente
    24 de Janeiro de 2026, 01:26
  • joca34: BOM DIA AL TEM ESTE CD Star Music - A Minha prima Palmira
    23 de Janeiro de 2026, 15:23
  • joca34: OLA
    23 de Janeiro de 2026, 15:23
  • FELISCUNHA: Bom dia pessoal  4tj97u<z
    23 de Janeiro de 2026, 10:59
  • JPratas: try65hytr Pessoal  4tj97u<z 2dgh8i k7y8j0 classic
    23 de Janeiro de 2026, 05:16
  • j.s.: try65hytr a todos  49E09B4F
    20 de Janeiro de 2026, 18:15
  • FELISCUNHA: ghyt74  pessoal   49E09B4F
    20 de Janeiro de 2026, 11:07
  • j.s.: dgtgtr a todos  49E09B4F
    18 de Janeiro de 2026, 16:02
  • FELISCUNHA: ghyt74   49E09B4F  e bom fim de semana  4tj97u<z
    17 de Janeiro de 2026, 11:18
  • JPratas: try65hytr Pessoal  2dgh8i k7y8j0 yu7gh8
    16 de Janeiro de 2026, 04:50
  • j.s.: try65hytr a todos  49E09B4F 49E09B4F
    15 de Janeiro de 2026, 19:29
  • FELISCUNHA: ghyt74  pessoal   49E09B4F
    15 de Janeiro de 2026, 11:51
  • j.s.: try65hytr a todos
    13 de Janeiro de 2026, 19:09

Autor Tópico: Resposta à epidemia de ébola na RD Congo "está a falhar"  (Lida 785 vezes)

0 Membros e 1 Visitante estão a ver este tópico.

Offline Nelito

  • Membro Satkeys
  • *
  • Mensagens: 19104
  • Karma: +2/-1
  • Sexo: Masculino
  • PORTA-TE MAL MAS COM ESTILO
Resposta à epidemia de ébola na RD Congo "está a falhar"
« em: 07 de Março de 2019, 11:52 »

A resposta à epidemia de ébola na República Democrática do Congo (RDCongo) "está a falhar" o objetivo de controlar o surto e a "aprofundar o clima de desconfiança" nas comunidades afetadas, denunciou a organização Médicos Sem Fronteiras.

A atual resposta ao surto de ébola nas regiões afetadas de Katwa e Butembo, na província congolesa do do Kivu Norte, está "a ser tóxica", a começar pela "crescente militarização" da mesma, afirmou a presidente da organização não-governamental Médicos Sem Fronteiras (MSF), Joanne Liu, numa conferência de imprensa em Genebra.

Ébola infetou 907 pessoas na RDCongo e matou 569

Mas um "cocktail" de fatores tem contribuído para esta crescente falta de confiança entre as comunidades, o que resulta na "consequência preocupante" de continuarem a surgir "novos casos de pessoas contaminadas exteriores à cadeia de transmissão", ou seja, "o surto não está circunscrito" e o ébola "ainda está por cima".

"No epicentro da epidemia, em Katwa e Butembo, 43% dos pacientes nas últimas três semanas foram infetados sem que fossem conhecidas ligações a outros casos", reforçou a médica. O ébola infetou até agora 907 pessoas na RDCongo e matou 569, segundo a MSF.

"Confrontamo-nos com uma contradição surpreendente: por um lado, temos uma resposta rápida e alargada com novas ferramentas, como vacinas e tratamentos que oferecem resultados prometedores quando as pessoas chegam em estados iniciais da doença; e, por outro lado, as pessoas com ébola continuam a morrer nas comunidades e não confiam o suficiente na resposta de combate ao ébola para se chegarem à frente", afirmou Joanne Liu.

Utilização de polícia e das forças armadas (...) leva as pessoas a esconderem-se

As autoridades congolesas têm que deixar de tratar o surto como "um caso de ordem pública" e devem abandonar "o aumento da força" na resposta, afirmou a ativista. "Trata-se de uma epidemia", reforçou.

"A utilização de polícia e das forças armadas como forma de obrigar as pessoas a respeitarem as medidas de saúde contra o ébola está a alienar a comunidade e é contraproducente em relação ao objetivo de controlo da epidemia", afirma a MSF.

"O uso da coerção em atividades como funerais seguros, investigação de contaminações e admissão nos centros de tratamento desencoraja as pessoas de virem por vontade própria e leva-as a esconderem-se", ilustra ainda a organização.

Há uma "grande hostilidade" entre as comunidades afetadas "contra a resposta ao ébola" e os "mais de 30 ataques" contra o pessoal da resposta médica nas últimas semanas ilustram essa hostilidade, afirmou Joanne Liu.

Vários ingredientes estão na origem destas tensões, segundo a MSF, desde "a canalização massiva de recursos que se focam apenas no ébola numa região negligenciada, afetada por conflitos e violência e necessidades sanitárias antigas, ao adiamento da realização de eleições justificado pelo surto do ébola, exacerbando as suspeitas de que o ébola está a ser usado numa conspiração política".

Ccoerção não poderá ser usada para detetar e tratar pacientes

A resposta à doença "terá que tomar um novo caminho", afirmou Joanne Liu, explicando que "devem ser dadas alternativas aos pacientes e às suas famílias".

Por outro lado, a vacinação, que ultrapassa já as 80 mil pessoas, "terá que chegar a mais população e para isso são necessárias mais vacinas".

"Terão que ser atendidas outras necessidades sanitárias das populações e a coerção não poderá ser usada para detetar e tratar pacientes, forçar funerais seguros e descontaminar habitações", uma e outra forma através do fogo, na maioria das vezes, segundo a ativista.

"O ébola é uma doença brutal, provoca medo e o isolamento dos pacientes, famílias e pessoal de ação médica", disse Joanne Liu.

"A resposta ao ébola terá que ser centrada no paciente e na comunidade. Os pacientes têm que ser tratados como pacientes e não como uma espécie de ameaça biológica", concluiu.
PORTA-TE MAL MAS COM ESTILO