* Cantinho Satkeys

Refresh History
  • FELISCUNHA: ghyt74  pessoal   49E09B4F
    26 de Agosto de 2026, 10:51
  • JP: try65hytr Pessoal 4tj97u<z 2dgh8i k7y8j0 classic
    25 de Agosto de 2026, 04:05
  • FELISCUNHA: ghyt74  pessoal   49E09B4F
    21 de Agosto de 2026, 11:28
  • JP: try65hytr Pessoal 4tj97u<z 2dgh8i k7y8j0 classic
    21 de Agosto de 2026, 05:22
  • JP: try65hytr Pessoal 4tj97u<z 2dgh8i k7y8j0 43e5r6
    17 de Agosto de 2026, 04:09
  • j.s.: dgtgtr a todos  49E09B4F
    15 de Agosto de 2026, 15:07
  • FELISCUNHA: ghyt74   49E09B4F  e bom fim de semana  4tj97u<z
    15 de Agosto de 2026, 11:45
  • Alberto: Revistas
    15 de Agosto de 2026, 05:32
  • JP: try65hytr Pessoal 4tj97u<z 2dgh8i k7y8j0
    14 de Agosto de 2026, 05:05
  • j.s.: try65hytr try65hytr a todos  49E09B4F 49E09B4F
    11 de Agosto de 2026, 20:26
  • JP: try65hytr Pessoal 2dgh8i k7y8j0 r4v8p
    11 de Agosto de 2026, 04:30
  • FELISCUNHA: ghyt74   4tj97u<z  votos de um santo domingo para todo o auditório  101041
    09 de Agosto de 2026, 11:37
  • cereal killa: ghyt74 e bom fim de semana com muita chupadelas  r4v8p p0i8l
    08 de Agosto de 2026, 11:35
  • FELISCUNHA: ghyt74   49E09B4F  e bom fim de semana   4tj97u<z
    07 de Agosto de 2026, 11:56
  • JP: try65hytr Pessoal  2dgh8i k7y8j0 43e5r6
    07 de Agosto de 2026, 05:31
  • j.s.: dgtgtr a todos  49E09B4F 49E09B4F
    05 de Agosto de 2026, 13:50
  • FELISCUNHA: ghyt74  pessoal   49E09B4F
    05 de Agosto de 2026, 11:22
  • JP: dgtgtr Pessoal  4tj97u<z 2dgh8i k7y8j0
    03 de Agosto de 2026, 18:43
  • FELISCUNHA: dgtgtr   49E09B4F  e bom fim de semana  4tj97u<z
    01 de Agosto de 2026, 12:21
  • JP: try65hytr A Todos  4tj97u<z 2dgh8i k7y8j0 yu7gh8
    31 de Julho de 2026, 05:35

Autor Tópico: Marcelo não deseja eleições antecipadas e pede consensos de regime  (Lida 579 vezes)

0 Membros e 1 Visitante estão a ver este tópico.

Offline Nelito

  • Membro Satkeys
  • *
  • Mensagens: 19104
  • Karma: +2/-1
  • Sexo: Masculino
  • PORTA-TE MAL MAS COM ESTILO
Presidente pede entendimentos na Saúde, Justiça, Segurança Social, sistemas político e financeiro e avisa que seu mandato "não depende de eleições intercalares"

Marcelo Rebelo de Sousa não quer ouvir falar de eleições antecipadas, de ruturas sociais ou da impossibilidade de os partidos com assento parlamentar se entenderem mas deixou esta segunda-feira, na sessão comemorativa do 42.º aniversário do 25 de Abril, vários apelos e outros tantos avisos quer à maioria de esquerda, quer à oposição de direita.

O Presidente da República introduziu esses três tópicos lançando igual número de questões aos que estavam presentes no Parlamento - e estavam lá todos, do primeiro-ministro, António Costa, e dos seus parceiros de governação, Catarina Martins e Jerónimo de Sousa, aos presidentes do PSD, Pedro Passos Coelho, e do CDS, Assunção Cristas -, depois de vincar que temos "dois distintos modelos de governação". "Vamos prosseguir em clima de campanha eleitoral?", "Os consensos de regime são impossíveis?" e "A unidade essencial entre os portugueses é questionada pelas duas distintas propostas de governo?", interrogou o Chefe do Estado, que também tratou de dissipar as dúvidas.

"A resposta a estas três questões só pode ser negativa para os portugueses." E, em particular para o Presidente da República, acrescentou, antes de fazer um aviso à navegação ao lembrar que o seu mandato "é, por sua própria natureza, mais longo e mais sufragado do que os mandatos partidários" nem "depende de eleições intercalares".

Feito o alerta, Marcelo notou que o país "não pode nem deve continuar a viver, sistematicamente, em campanha eleitoral", dado que as atuais circunstâncias exigem "estabilidade política, crucial para a estabilidade económica e social". A esquerda gostou do que ouviu e aplaudiu, tal como fizera momentos antes quando o Presidente saudou os capitães de Abril.

Porém, mesmo tendo cortado rente essa ideia, o Chefe do Estado defendeu que "o estimulante pluralismo político não impede consensos setoriais de regime". E até deu a receita para a aproximação entre as duas "metades" do hemiciclo: "Alguns dos quais não precisam sequer de formalização para se irem afirmando diariamente." Nessa lógica, apontou a Saúde como caso mais paradigmático, mas sinalizou que também na Justiça e na Segurança Social ou na "revitalização do sistema político" e na "estabilidade do sistema financeiro" é possível dar "passos lentos mas profícuos".

Numa intervenção carregada de indiretas mas de quem pede unidade para que as feridas da crise sejam saradas, o Presidente da República recordou os sacrifícios, os cortes, as penalizações que os portugueses sofreram, bem como a emigração, a precariedade e o desemprego. Assim, insistiu, "para uns, a governação atual é promissora" e "para outros, um logro", mas, qual fiel da balança, Marcelo assinalou que "mais instabilidade" e "mais insegurança" "não abre caminhos". Antes, disse, "fecha horizontes".

Os recados, esses, não ficaram por aí. Socorrendo-se do espírito da Revolução dos Cravos, Marcelo lembrou que a democracia "faz-se de pluralismo", embora não tenha contido a alfinetada que pareceu ter Pedro Passos Coelho como destinatário: "Quem se pretenda alternativa, de um lado e de outro, demonstre, em permanência, a humildade e a competência para tanto."

Mas o caderno de encargos apresentado ao governo de António Costa também não foi curto. Marcelo quer que se dê mais valor à língua e à cultura, que se vá mais longe na educação, na ciência e na inovação, que se dê mais peso às comunidades espalhadas pelo mundo e uma aposta mais forte na Comunidade dos Países Língua Portuguesa (CPLP).

Marcelo defende também uma revisão do sistema político e do seu "fechamento" em torno dos partidos e dos parceiros sociais, sugerindo que se recriem "formas de aproximação entre eleitores e eleitos" e ainda que se aperte a malha à corrupção e à transparência na vida política. Outra das prioridades terá de ser a igualdade e a inclusão da mulher na política e nas chefias administrativas e à integração dos imigrantes.

Na mesma toada, um apontamento sobre a Europa, que quer "menos confidencial, menos passiva, mais solidária, mais atenta às pessoas e, sobretudo, que não pareça aprovar nos factos o oposto daquilo que apregoa nos ideais".

Terminada a leitura da intervenção, de sete páginas, o Presidente ouviu os aplausos das bancadas que já o tinham aclamado na tomada de posse: PS, PSD e CDS. Bloco e PCP não o fizeram.
PORTA-TE MAL MAS COM ESTILO