(http://milfotos.org/images/171fe6644b19fb40b723ead1f4f56ac4.jpg)
Corpo de mulher, alvas colinas, coxas brancas,
Ao mundo te assemelhas em teu ato de entrega.
O meu corpo selvagem de camponês te escava
E faz saltar o filho das entranhas da terra.
Fui um túnel vazio. De mim fugiam pássaros
E a noite me infiltrava sua invasão resoluta.
Para sobreviver forjei-te qual uma arma,
Uma flecha em meu arco, e pedra em minha funda.
Tomba porém a hora da vingança, e eu te amo.
Corpo de pele, de musgo, de leite ávido e firme.
Ah os vasos do peito! Ah os olhos da ausência!
Ah as rosas do púbis! Ah tua voz lenta e triste!
Corpo de mulher minha, persisto em tua graça.
Minha ânsia sem limites, meu caminho indeciso!
Sulcos escuros onde a sede eterna corre,
Onde a fadiga corre, e a dor esse infinito