Satkeys

INFORMAÇÃO / DESPORTO => Secção Informação => Informação Internacional => Tópico iniciado por: Nelito em 18 de Janeiro de 2023, 19:37

Título: NATO: Líder da extrema-direita sueca considera Erdogan um "ditador islamita"
Enviado por: Nelito em 18 de Janeiro de 2023, 19:37
(https://static.globalnoticias.pt/dn/image.jpg?brand=DN&type=generate&guid=38094159-4e79-4cf2-bd2b-86857150ee45&w=800&h=450&t=20230118164251)
Olíder do partido Democratas da Suécia (SD, extrema-direita e maior força da maioria parlamentar) considerou esta quarta-feira o Presidente da Turquia como um "ditador islamita", num momento de impasse nas negociações de adesão sueca à NATO.

Relacionados
Nato. Turquia diz que não está condições de ratificar adesão da Suécia

Segurança. Suécia espera aumento das ameaças russas em áreas como comunicações e energia

Adesão À Nato. Turquia está a fazer exigências que Suécia "não pode cumprir"

Jimmie Akesson e o SD não estão no Governo, mas constituem a primeira força de apoio ao primeiro-ministro Ulf Kristensen no Parlamento.

O líder do partido da extrema-direita sueca apelou também ao Governo para não ceder às exigências do Presidente turco, Recep Erdogan, na questão da adesão de Estocolmo à Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO).

"Não podemos ir muito longe. Porque [Erdogan] lidera, acima de tudo, um sistema antidemocrático, sendo um ditador com quem temos de lidar", disse Akesson numa entrevista ao diário sueco Dagens Nyheter.


"Sou um líder partidário do partido anti-islâmico SD e tenho opiniões fortes sobre um ditador islamita como Erdogan. Ele é eleito pelo povo, sim. Mas Putin também", disse o líder da extrema-direita sueca.

As declarações de Akesson surgem numa altura em que as negociações sueco-turcas sobre a adesão da Suécia à NATO aparentam estar num impasse.


No início deste mês, Kristersson disse que Ancara estava a fazer exigências que Estocolmo não podia cumprir.

A Turquia "não está em posição" de ratificar a adesão da Suécia à NATO enquanto a situação se mantiver tal como está, disse sábado passado Ibrahim Kalin, conselheiro próximo de Erdogan, após um novo incidente diplomático.


Na semana passada, um grupo pró-curdo pendurou pelas pernas um boneco a simbolizar Erdogan defronte da Câmara Municipal de Estocolmo, acusando o Presidente turco de ser um "ditador".

Os governos turco e sueco condenaram veementemente a operação, provocando um debate na Suécia sobre a necessidade de não sacrificar as liberdades de expressão e de manifestação.

Desde maio que a Turquia bloqueia a entrada da Suécia - assim como a da Finlândia - na NATO, acusando Estocolmo de abrigar no território sueco membros do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) e de organizações aliadas, que Ancara considera como "terroristas".

Apesar de, em junho, a Turquia e a Suécia terem assinado um memorando de entendimento, Ancara considera que as suas exigências estão longe de estarem satisfeitas, em particular no que diz respeito à extradição de cidadãos turcos que a Turquia quer julgar por "terrorismo".

O Governo sueco considera que é o sistema judiciário sueco quem tem a última palavra nesses casos, destacando que os tribunais são independentes.