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INFORMAÇÃO / DESPORTO => Secção Informação => Informação Nacional => Tópico iniciado por: Nelito em 02 de Setembro de 2020, 07:10

Título: Residência Montepio justifica morte de 16 idosos com média de idades alta
Enviado por: Nelito em 02 de Setembro de 2020, 07:10
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Lar de luxo do Porto confirma morte de 16 utentes em agosto, explicando que "os residentes falecidos apresentavam várias comorbilidades, nomeadamente doenças cardiovasculares, patologias respiratórias crónicas, diabetes e elevado nível de dependência".

O surto de covid-19, detetado em agosto num lar de luxo do Porto, provocou a morte a 16 utentes. De acordo com a Administração Regional de Saúde do Norte, a Residência Montepio registou 48 infetados, dos quais 29 utentes e 19 profissionais. No hospital, permanecem ainda três idosos internados.

Os números foram conhecidos esta terça-feira, cerca de um mês após ter surgido o primeiro caso de infeção. Na altura, tal como noticiou o JN, a prioridade das autoridades de saúde foi "rastrear a origem" e "isolar as pessoas afetadas", tendo sido testadas 225 pessoas (109 utentes e 116 profissionais). Ainda em agosto e sem revelar quantas pessoas estavam infetadas, o lar assegurou que a situação estava controlada, tendo implementado "um controlo rígido e próximo com os residentes, com as equipas e com as famílias".

Confirmando agora a morte de 16 utentes, a Residências Montepio explicou ao JN que "os residentes falecidos apresentavam várias comorbilidades, nomeadamente doenças cardiovasculares, patologias respiratórias crónicas, diabetes e elevado nível de dependência". Acrescentou ainda que a taxa de letalidade situa-se nos 22%, uma "percentagem considerada baixa, atendendo à média de idade dos residentes", que é de 90 anos.

No que toca aos funcionários infetados, "nenhum foi hospitalizado". Sete encontram-se recuperados e seis já retomaram funções. Garantindo o envio de "informações periódicas e atualizadas" à Unidade de Saúde do Porto e à Direção Clínica do Centro Hospitalar do Porto", a empresa sublinhou ainda a realização de testes laboratoriais "com elevada periodicidade" aos colaboradores, "no sentido da identificação de casos positivos o mais precocemente possível".