Satkeys

INFORMAÇÃO / DESPORTO => Secção Informação => Informação Internacional => Tópico iniciado por: Nelito em 18 de Janeiro de 2019, 11:35

Título: Personalidades alemãs pedem a britânicos para ficar na União Europeia
Enviado por: Nelito em 18 de Janeiro de 2019, 11:35
(https://static.globalnoticias.pt/jn/image.aspx?brand=JN&type=generate&guid=476e5987-217f-426f-8731-f44c39e312ca&w=744&h=495&t=20190118105853)
Personalidades alemãs, como a líder da União Democrata-Cristã (CDU), Annegret Kramp-Karrenbauer, pediram aos britânicos que não deixem a União Europeia (UE), numa carta divulgada esta sexta-feira.

Na carta, publicada no jornal britânico "The Times", os signatários referiram que sem o Reino Unido, o continente europeu "não seria o que é hoje: uma comunidade definida pela liberdade e prosperidade", e afirmam que os britânicos sempre terão amigos na Alemanha.

"De todo o nosso coração, queremos que vocês fiquem", lê-se na carta, que inclui o empresário alemão Tom Enders, o ex-jogador de futebol Jens Lehmann e vários políticos.

"Depois dos horrores da Segunda Guerra Mundial, o Reino Unido não nos abandonou, acolheu a Alemanha como um país soberano e uma potência europeia, e nós, como alemães, não nos esquecemos e somos gratos", acrescentaram.

Embora os britânicos tenham votado a favor da saída da UE no referendo de junho de 2016, o Reino Unido "sempre terá amigos na Alemanha e na Europa", e a opção de retornar à comunidade permanecerá aberta, diz o documento.

"Sentiremos falta do Reino Unido, sentiremos falta do lendário sentido de humor negro britânico e de irmos ao pub depois do horário de trabalho para tomar uma cerveja, teremos saudades de tomar chá com leite e dirigir à esquerda na estrada", acrescentam os alemães.

"Mas mais do que tudo, sentiremos falta do povo britânico, nossos amigos do outro lado do Canal" da Mancha, dizem.

Kramp-Karrenbauer foi eleita líder do CDU em dezembro e pode ser a sucessora da chanceler alemã Angela Merkel.

O Reino Unido planeia retirar-se da UE a 29 de março, embora ainda não esteja claro em que termos, após o Parlamento britânico, ter rejeitado o acordo negociado entre o Governo de Theresa May e o bloco europeu.